domingo, 24 de fevereiro de 2008

" O Livro dos Amores Risíveis " de Kundera








Compilação de pequenas histórias belas e angustiantes, passadas na Primavera de Praga em 1968, onde abundam o erotismo, a observação e o surrealismo das personagens, tão característicos do estilo de Kundera.



Tendo como base o equívoco, seja de situações ou de sentimentos, aliado ao risível, são retratados diversos mal-entendidos que abrem diferentes perspectivas e horizontes mais alargados para novas situações.



Romance que ao adoptar a velha temática da solidão humana, faz-nos reflectir sobre a difícil arte de amar e ser amado.





" Supõe que encontras um louco que te diz que é um peixe e que somos todos peixes. Vais discutir com ele ? Vais-te despir à frente dele para lhe mostrares que não tens barbatanas ? Vais-lhe dizer de caras o que pensas ?

... - Se só lhe dissesses a verdade, aquilo que pensas realmente dele, isso queria dizer que aceitas ter uma discussão com um louco e que tu próprio és louco. É exactamente a mesma coisa com o mundo que nos rodeia. Se te obstinasses em dizer-lhe de caras a verdade, isso quereria dizer que o levavas a sério. E levar a sério, algo de tão pouco sério é perdermos nós próprios toda a nossa seriedade. Eu devo mentir para não levar loucos a sério e para não me tornar eu próprio louco."

Milan Kundera in " O Livro dos Amores Risíveis "






1 comentário:

Anónimo disse...

A mais perfeita verdade!