sábado, 1 de março de 2008

" O Amor nos Tempos de Cólera "



51 anos, nove meses e quatro dias ... durante todo este meio século Florentino Ariza amou Fermina Daza à distância.


De forma a sentir-se próximo da essência feminina da sua amada, comia pétalas de rosa e bebia frascos de perfume.


Escrevia de tal modo apaixonante que " transformava " documentos oficiais em cartas de amor.


Vivia num estado de permanente dualidade, iludindo o grande amor da sua alma com fugazes episódios de paixão carnal.


Este belíssimo romance desafiador dos limites humanos e das convenções sociais, revela-se-nos um verdadeiro " hino " ao amor incondicional, total, eterno, persistente, que não tem idade nem espaço físico.






" Na plenitude das suas relações, Florentino Ariza tinha-se perguntado qual dos dois estados seria o amor, o da cama turbulenta ou o das tardes tranquilas dos Domingos e Sara Noriega sossegou-o com o argumento simples de que tudo o que fizessem nus era amor. Disse : « Amor da Alma da cintura para cima e amor do corpo da cintura para baixo. » Sara Noriega achou que esta definição era boa para um poema sobre o amor dividido ... "




" ... pode-se estar apaixonado por várias pessoas ao mesmo tempo, e por todas com a mesma dor, sem atraiçoar nenhuma ... O Coração tem mais quartos do que uma pensão de putas. "


Gabriel García Márquez in " O Amor nos Tempos de Cólera "

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