domingo, 9 de março de 2008

" O Vendedor de Passados "



Através de uma ideia perigosamente arriscada, cativante e extravagante, somos genialmente conduzidos ao longo desta narrativa pelas palavras de uma osga.


Surge-nos um enredo que mais não é uma crítica política e social à emergente sociedade urbana de Angola. Félix Ventura é um genealogista cuja função é a de inventar genealogias de luxo aos novos ricos angolanos, que o que têm em dinheiro e poder não o têm em passados felizes e consistentes.


Este Romance é também uma reflexão sobre os truques da memória e suas verdades ou não-verdades ; a construção do passado e a importância de mantermos a autonomia da nossa própria identidade.




" Podem argumentar que todos estamos em constante mutação. Sim, também eu não sou o mesmo de ontem. A única coisa que em mim não muda é o meu passado: a memória do meu passado humano. O Passado costuma ser estável, está sempre lá, belo ou terrível, e lá ficará para sempre. "

José Eduardo Agualusa in " O Vendedor de Passados "

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