terça-feira, 22 de abril de 2008


Não te quero a não ser porque te quero
e de te querer a não te querer chego
e de te esperar quando não te espero
passa meu coração do frio ao fogo.


Só te quero porque é a ti quem peço,
sem fim te odeio, e com ódio te peço,
e a medida do amor meu, viageiro,
é não te ver e amar-te como um cego.


Talvez consuma a luz de Janeiro,
seu raio cruel, meu coração inteiro,
de mim roubando a chave do sossego.


Nessa história só eu morro
e morrerei de amor porque te quero,
porque te quero, amor, a sangue e fogo.


Pablo Neruda in " Cien sonetos de amor "

1 comentário:

Pedro disse...

Parabéns pelo blog tão bonito. =)

Obrigado também pela tua visita ao meu. De mim, podes esperar um visitante frequente! Espero também que continues a comentar o meu espaço!

Um grande abraço