terça-feira, 13 de maio de 2008

Comecei hoje a ler ...


" Admirável Mundo Novo (1932) foi sempre considerado por Huxley um excesso da juventude, com o qual tentava imitar as narrações futuristas de H. G. Wells. Não podia imaginar que este romance continuaria a ser, hoje em dia, um best-seller, e ainda menos que as profecias que imaginou para o ano 2500 começariam a realizar-se tão rapidamente.

O romance reflecte o pessimismo de Huxley perante a progressiva industrialização da sociedade e os efeitos perversos do progresso tecnológico e científico. O futuro que Huxley imagina em 1932 é um mundo controlado por um poder absolutista que não deixa a mínima margem de liberdade aos indivíduos.

Num mundo carente dos valores humanos fundamentais, os indivíduos são criados em série, como produtos de uma linha de montagem. O acaso não existe, a felicidade é artificial e obrigatória, e todos ocupam o lugar que lhes foi atribuído nessa sociedade mecanizada.

Podemos ler este grande clássico do século XX como um inquietante romance futurista, mas sem nos esquecermos daquilo que, em essência, Admirável Mundo Novo sempre foi: um aviso. "

2 comentários:

Pedro disse...

Na minha opinião, este Admirável Mundo Novo está cada vez mais próximo!

Gostei do livro e achei a temática muito boa. É, realmente, um apelo a todos os homens, um aviso a um desenvolvimento que nos arrasta a uma dependência....

Gostei imenso das conclusões que tirei. Aconselho a leitura (atenta, pois há alturas em que o livro exige a nossa atenção em demasia - não é um livro com um texto fácil).

Butterfly disse...

Pedro, vou seguir o teu conselho e ler muito atentamente o livro.

Estou bastante curiosa e expectante relativamente ao "Admirável Mundo Novo" ... depois também publico as conclusões a que cheguei ! ;)