terça-feira, 13 de maio de 2008


" No rosto da figura principal, retratou-se a si mesmo o velho Miguel Ângelo. Estive nessa cidade uma vez, com o meu marido, que me mostrou a estátua. E também me disse que esse era um rosto humano em que não existia raiva, nem desejo, rosto do qual se desvanecera toda a paixão, que sabia tudo e nada queria, nem vingança, nem clemência, nada, nada. Frente à estátua, o meu marido concluiu, então, que seria preciso ser assim. É esta a suprema perfeição humana, esta santa indiferença, esta solidão absoluta e surda, face às alegrias e dores ... "

Sándor Márai in "A mulher certa"

2 comentários:

Pedro disse...

Desculpa não ter comentado ultimamente, mas não tenho tido muito tempo...

Deste autor, espero vir a ler "As velas ardem até ao fim". Parece que a escrita é a minha expectativa... Beleza, é o que espero.

Butterfly disse...

O primeiro livro que comprei dele, e que ainda não li, foi "As velas ardem até ao fim" !

Não sei bem porquê, mas decidi começar pela Mulher Certa ... ainda não acabei, mas digo-te já que estou a gostar bastante, nomeadamente da forma como o autor consegue retratar de uma forma bastante próxima de nós temas como a solidão, o amor, o ciúme ... !