domingo, 4 de maio de 2008


" Perguntam o que acontecerá com a poesia no ano 2000. É uma pergunta difícil. Se essa pergunta me assaltasse num beco escuro me levaria um susto de pai e senhor meu. Porque, o que sei eu do ano 2000? Do que estou seguro é de que não se celebrará o funeral da poesia no próximo século.
Em cada época deram por morta a poesia, mas ela se vem demonstrando vitalícia, ressuscita com grande intensidade, parece ser eterna.
A poesia acompanhou os agonizantes e estancou as dores, conduziu às vitórias, acompanhou os solitários, foi ardente como fogo, ligeira e fresca como a neve, teve mãos, dedos e punhos, teve brotos como a Primavera: fincou raízes no coração do homem. "

Pablo Neruda in "Para nacer he nacido"

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