segunda-feira, 2 de junho de 2008

Sophie Scholl ( 1921 - 1943 )


" Não era escritora. Escrevia cartas de amor, mantinha um diário, redigia historietas - em suma, quase tudo o que as mulheres jovens da época faziam, dando expressão aos seus sentimentos e às suas representações da vida. Quando a última carta que escreveu ao namorado chegou às mãos deste - internado num hospital militar em Estalinegrado, depois de ter sido ferido em combate -, a sentença que a condenara à morte já fora executada. Quatro dias, quatro longos dias de interrogatórios intermináveis transcorreram entre a prisão e a execução. Afinal, Sophie Scholl sempre foi escritora; redigiu e distribuiu panfletos em que se lia: «Cada palavra que sai da boca de Hitler é uma mentira.» E: «Se formos muitos, poderemos, num derradeiro e prodigioso esforço, derrubar este sistema. "

Stefan Bollmann in "Mulheres que escrevem vivem perigosamente"

1 comentário:

Pedro disse...

Não conhecia, mas fiquei a conhecer =)

Pena que tenha vivido num tempo tão mau... E ter sido tão sincera. mais uma vítima injustiçada e que tem uma história para contar.