sábado, 25 de outubro de 2008

Li " A Chuva Pasmada " e ...

Através da sua escrita peculiar e inconfundível, Mia Couto conduz-nos a um universo mágico animado por uma chuva miudinha que hesita entre cair e ficar suspensa, pasmada sobre as nossas cabeças e até por um avô que dá nomes aos dedinhos do pé ! ;)

Livro sobre água, sangue e vida. Sobre a existência, a ancestralidade, a continuidade do sonho. Sobre mar, rio, chuva ... enfim, sobre um caminho líquido onde podemos colocar a canoa da vida e nela navegarmos.

Um doce de livro, recheado de palavras mimadas, brindado com laivos de humor e ao qual as belíssimas ilustrações de Danuta Wojciechowska dão um toque especial.

2 comentários:

Livros em 2ª Mão disse...

Até hoje só um livro do Mia Couto, mas gostei bastante da forma como ele "brinca" com as palavras.

margavilhosa disse...

Espectáculo Chuva Pasmada de Mia Couto, Companhia Evoé Teatro

Depois da sua estreia no dia 27 de Março – Dia Mundial do Teatro - a Companhia Evoé Teatro regressa, a partir do dia 14 de Maio, ao palco do Centro Cultural da Malaposta com o espectáculo Chuva Pasmada que parte de um conto de Mia Couto com o mesmo nome.
Este espectáculo irá estar em cena na Malaposta de Quinta a Domingo – nos dias 14 | 15 | 16 de Maio, às 21h30 e no dia 17 de Maio, às 16h00. Nos dias 22 | 23 de Maio, às 21h30 e no dia 24 de Maio, às 16h00.


Este espectáculo é construído a partir do conto “A Chuva Pasmada” do autor moçambicano Mia Couto.
É a grande produção da companhia para o ano de 2009. Estando já programada a próxima temporada, desta vez no Instituto Franco-Português, no mês de Junho e Julho, inserindo-se este espectáculo nas Outras Cenas da programação das Festas de Lisboa.


Com encenação e dramaturgia de Susana Cecílio – que recebeu o apoio a Jovens Encenadores da Fundação Calouste Gulbenkian para desenvolver este mesmo projecto – é um espectáculo que oferece uma oportunidade para reflectir sobre a poética da morte, o processo de luto e da aceitação do desaparecimento de alguém querido. O desafio, é contar a estória de uma família “universal”, identificável por todos.

Quando a chuva desiste de cair, no lugar de Sembora, a vida se altera: todos se movimentam segundo os seus creres; a nossa tia, reza: Pai Nosso, Cristais no Céu; a mãe culpa os fumos da nova fábrica; o pai fala com o rio; o avô sonha em conhecer o mar e a criança observa e deixa-se afectar pelos mundos que se abrem a sua frente.
A morte de Ntoweni provoca um desequilíbrio na ordem natural da vida, o seu não-falecido esposo deseja com ela se encontrar, entretanto a chuva, que se mantém tão pasmada como o nosso narrador, esquece-se do seu destino.
Da necessidade de retomar a ordem universal, guiados pelo olhar de uma criança, assistimos, no decorrer da peça, à revelação de cada personagem, os seus segredos e os seus sonhos.
Quando o avô inicia a sua viagem, para “conhecer o mar”, o ciclo completa-se e inicia-se o ritual de despedida, ou o encontro solitário do rio com o solo.
E finalmente chove...


Número para reservas: 219 383 100
Blog: http://chuvapasmada.blogspot.com

Mais informações: www.evoe.pt evoe@evoe.pt - 218880838 -9644 62 602