sexta-feira, 14 de novembro de 2008

... e comentário ao que escrevi !

" Indo directamente para a radiografia do seu trabalho, pode dizer-se que está bem estruturado e que estabelece um dialogismo interessante com o hipotexto de Mário Ventura. No início dá conta, de modo abrupto da aparição do quadro natural (“O azul do céu ... azul bonito, daquele tom mar escuro com pitada de sal ! A adorná-lo umas pasmadas nuvens de couve-flor…”); depois, define uma segunda fase descritiva, onde o ponto de vista físico subitamente se abre (entre “Os agricultores, à medida que íam percorrendo os caminhos de cominhos…” e “…ao longe se avistava ser um campo virgem e selvagem, uma mancha escura, uma imagem sombria, mais não era que uma colorida e verdejante floresta de brócolos!”). Na terceira fase, surgem finalmente os actantes que se confrontam com a passagem cosmomórfica do tempo (num relato que quase escapa praticamente à tentação narrativa; veja-se: “aproveitavam o rumorejar do vento para fazerem chegar às batatas rochedo os mais doces dos segredos!”). "
Com toda a estima e amizade, Luís Carmelo.

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