quarta-feira, 12 de novembro de 2008

O Romance através dos Grandes Romances

PARTE III

Não podemos escolher as pessoas que amamos !
Estamos sempre a querer viver um grande amor e quando finalmente nos é dada essa oportunidade, ficamos com medo de chorar, de sofrer, de verter lágrimas amargas.
Henrique fazia-a verter essas lágrimas, mas Afonso fazia brotar de seus lábios sorrisos doces.
Sabia que tinha procedido mal ao envolver-se daquela forma com Henrique, mas tinha sido inevitável. Ele tinha-se imposto na sua vida, no seu pensamento, contribuindo para o desmoronamento de todo o seu mundo afectivo e sentimental. Tinha bastado apenas um olhar ...
Numa tentativa de repor a organização do seu mundo interno, Maria Eduarda acabou por aceitar o pedido de casamento de Afonso.
Simultaneamente, tentava expiar este sofrimento através do solitário ofício de imaginação da escrita. Para isso, encetou o empreendimento de escrever um livro, um romance.
Apenas sabia que queria que esse romance povoasse a sua imaginação com imagens coloridas e surreais e que através das suas palavras, a fizesse sentir parte integrante de um inebriante poema visual onde a beleza do mundo natural ocupasse um lugar destacado. Maria Eduarda queria escrever um romance, cuja bela história que a levaria a imaginar e a viajar pelo mundo inteiro, a fizesse também esquecer, ainda que de forma fugaz, toda a selvajaria daquele sentimento turbulento que nutria por Henrique.
...

Sem comentários: