quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

" Adriano era um homem metódico em tudo e essa disciplina prolongava-se na intimidade. Começava sempre pelo princípio: por descalçar as mulheres que desejava. Depois despia-as com vagar, peça a peça, nunca parando de falar, até ficarem completamente nuas. Soltava-lhes então os cabelos, beijava-lhes os lábios, o queixo e o pescoço, mordiscava-lhes todas as saliências - os lóbulos das orelhas, o nariz e os mamilos -, afagava-lhes a pele como se alisasse veludo, pela frente e por trás, massajava-lhes as costas, as nádegas, os músculos das pernas e as plantas dos pés, lambia-lhes o tronco desde a base dos seios até ao início das coxas, sorvia-lhes finalmente o ventre com o mesmo requinte com que saborearia ostras ( com a única diferença de que apreciava menos os frutos do mar ).
O que se passava a seguir manda a moral que não se conte. "

José António Saraiva in "As herdeiras de Adriano Gentil"

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