segunda-feira, 6 de abril de 2009

"Mann conta que, aos vinte e três anos, teve a grande alegria de ler Schopenhauer pela primeira vez. Ficou encantado, não só com o som das palavras, que descreve como «tão perfeitas e consistentemente claras, tão harmoniosas, com uma apresentação e uma linguagem tão fortes, tão apaixonadamente brilhantes, tão magníficas e alegremente severas como nenhum outro escritor na filosofia alemã», mas também com a essência do pensamento de Schopenhauer, que descreve como «emocional, empolgante, jogando com contrastes enormes, entre instinto e mente, paixão e redenção».
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Não só Thomas Mann, mas também outras grandes inteligências admitiram a sua dívida para com Schopenhauer. Tolstoi chamou-lhe «génio por excelência». Para Richard Wagner, «ele foi uma dádiva do céu». Nietzsche disse que a sua vida nunca mais foi a mesma depois de ter comprado um gasto exemplar de Schopenhauer numa tenda de Leipzig e, como disse, deixou «aquele génio dinâmico e lúgubre agir na minha mente». Schopenhauer mudou para sempre o mapa intelectual do Ocidente e, sem ele, Freud, Nietzsche, Hardy, Wittgenstein, Backett, Ibsen, Conrad, seriam muito diferentes e menos fortes. "

Irvin D. Yalom in "A Cura de Schopenhauer"

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