domingo, 31 de maio de 2009

Li "A Casa dos Budas Ditosos" e ...

Escrito na primeira pessoa, como se fosse uma mulher libertina de 68 anos a narrar suas memórias, deparei-me com um livro em que praticamente todos os tipos de fetiches e perversões são aqui citados.
A narradora por vezes chegou a irritar-me devido ao facto de considerar que as suas opiniões, excessivamente fincadas e que ora chocavam-me ora faziam-me sorrir, são verdades absolutas.
A linguagem do romance é despudoradamente crua, mordaz, corrosiva, mas pautada por um apurado sentido de humor. Neste sentido, gostei particularmente de alguns laivos de requinte cultural, quando a personagem perdia-se em divagações paralelas às suas múltiplas peripécias sexuais.
É uma obra direccionada não para quem possua convicções religiosas e/ou morais extremamente rígidas, mas sim para quem seja capaz de tolerar narrativas que 'fogem' de determinados padrões tidos como minimamente aceitáveis.

( 14º livro lido em 2009 ... 3913 páginas lidas )

3 comentários:

K disse...

Caramba... e eu não concluí nenhum este ano :(

Fantástico, B!

Bjs

Butterfly disse...

K, e o ritmo ainda vai acelerar mais ! ;)

Bjinhos

Mariana disse...

Eu li este livro a pouco tempo e confesso que no inicio ri muito mas depois chateava-me com o dogmatismo da personagem. É sexo puro sem limites ou traumas.

Beijinhos