terça-feira, 19 de maio de 2009

Para ler e reflectir ...

" O Zaratustra é como o mapa de uma região cheia de recantos inesperados, de espaços inóspitos e de oásis revigorantes. Ao discurso literariamente sublime, sucede-se muitas vezes o discurso, desse mesmo ponto de vista, medíocre ou pelo menos de duvidoso gosto. Nesse mapa pode entrar-se por onde quisermos e os itinerários possíveis são praticamente infinitos. No entanto, alguns proporcionam certamente visitas mais abrangentes. É muito provável que o leitor se sinta como Teseu no seu labirinto, mas sem um fio de Ariadne que o oriente para um princípio. A concentração de símbolos e de personagens é enorme, tornando mais difícil a compreensão e objectivos filosóficos. O que a seguir se propõe é apenas um itinerário entre outros, mas, em nossa opinião, a escolha inclui perspectivas de maior amplitude e trata-se do que se pode considerar uma primeira visita de exploração. Fica ao leitor a possibilidade de ele próprio escolher, mais tarde, outros percursos, talvez mais minuciosos, mais «pessoais». "

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