domingo, 12 de julho de 2009

Li "A Saga de um Pensador" e ...

Profunda e intensa, esta obra funciona como um bálsamo para a alma, renovando a nossa capacidade de sonhar e convidando à quebra de paradigmas.

Falcão, o mendigo pensador, filósofo das ruas, poeta e amante da natureza é o personagem que atravessa a vida de Marco Polo, jovem da elite social mas explorador de mundos, «detentor de sangue de um aventureiro, irreverência de um idealista e desprendimento de um poeta».

O enredo é fascinante e envolvente, incentivando à reflexão e participação sobre temáticas pouco valorizadas actualmente mas que deixam-nos mais ricos interiormente e conscientes do sentido das coisas.
Apercebemo-nos que estamos inseridos numa sociedade excessivamente preocupada com a «maquilhagem social», transformada num «mercado de tédio, sem beleza poética ou sensibilidade» e na qual deixamo-nos levar por valores supérfluos, por «pessoas que tentam conquistar o mundo exterior, mas não o seu mundo interior; que compram bajuladores, mas não amigos; roupas de grife, mas não o conforto».

Nesta história de esperança e luta contra as injustiças, reflectimos sobre o verdadeiro humanismo; o normal e a loucura ( pessoalmente, despertou-me a curiosidade para a leitura de "História da Loucura na Idade Clássica" de Foucault, obra que mostra as raízes antropológicas pelas quais se classifica um indivíduo como louco ); o ser humano enquanto alguém único e diferente; a gratidão; o respeito pelo outro; a tolerância e o preconceito; a beneficiência; a equidade; a injustiça e a solidariedade; a compaixão e a humildade; a dor e a morte; a luta pelos ideais de um agir adequado.

Igualmente leva-nos a ponderar sobre a importância de determinadas questões tais como a separação entre psiquiatria e psicologia; o namoro entre esta última e a filosofia; a cada vez mais poderosa indústria farmacêutica que necessita de uma sociedade doente para continuar a vender os seus produtos ou até mesmo a eterna construção da felicidade.

Gostei bastante deste livro que alerta-nos para a necessidade premente de modificarmos atitudes, preconceitos e vivências, de forma a continuarmos a ser os actores principais neste espectáculo que é a nossa vida.

( 22º livro lido em 2009 ... 5546 páginas lidas )

5 comentários:

Dreamfinder disse...

Já tive oportunidade de ler este livro e, sinceramente, não me conseguiu cativar. Foi daqueles que arrastei e um dos poucos que não consegui mesmo acabar. Apesar das bonitas mensagens que vão sendo transmitidas, creio que a excessiva ingenuidade do estudante de Medicina torna a história pouco real e desinteressante. Mas isto é, claro, a minha opinião.
Vejo que estás a ler o "Sinto Muito". Adorei. Depois diz o que achaste. Bjs

K disse...

Eu acho que vais entrar no Guiness ;)

Paula disse...

Passando para dizer que tens um prémio no viajar pela leitura...
Prémio Master Blog
Abraços

Anónimo disse...

"Vocês podem calar a minha voz, mas não os meus pensamentos!
Vocês podem acorrentar o meu corpo, mas não a minha mente!
Não serei plateia desta sociedade doente, serei autor da minha história!
Os fracos querem controlar o mundo; os fortes, o seu próprio ser!
Os fracos usam as armas; os fortes as ideias!"
Está frase diz muito...
Continua...

Mariane disse...

Nossa, tenho um post no meu blog sobre esse livro, eu amei, é perfeito, adorei seus posts sobre ele. Augusto Cury pra mim é fantástico, amo seus livros e esse me fez ainda mais gostar de suas obras. O meu está inteirinho grifado, grifei muitas passagens, é uma lição de vida!

Bjinhus