terça-feira, 5 de outubro de 2010

"O porto da minha mente é uma baía aberta, o único acesso à ilha do meu eu ( que é uma ilha jovem e vulcânica, mas fértil e promissora ). Esta ilha já passou por algumas guerras, é verdade, mas está agora empenhada na paz sob o governo de um novo líder ( eu ) que instituiu novas políticas para proteger o lugar. E agora - vamos propagar isto aos sete mares - há leis muito, mas mesmo muito mais rigorosas sobre quem pode entrar nesse porto. Ele não voltará a albergar pessoas com pensamentos maus e abusivos, navios de pensamentos com peste, navios de pensamentos escravos, navios de pensamentos em guerra. Todos eles verão recusada a sua entrada. Da mesma forma, quaisquer pensamentos que estejam cheios de exilados furiosos ou famintos, de descontentes e planfetários, amotinados e assassinos violentos, prostitutas desesperadas, proxenetas e clandestinos sediciosos verão igualmente recusada a sua entrada. O mesmo se aplica aos pensamentos canibais, por razões óbvias. Até mesmo os missionários serão cuidadosamente revistados em busca de sinceridade. Este é um porto pacífico, a entrada para uma linda e orgulhosa ilha que está agora a começar a cultivar a tranquilidade. Se conseguirem viver de acordo com estas novas leis, meus queridos pensamentos, então serão bem-vindos à minha mente. Caso contrário, enviar-vos-ei a todos de volta ao mar de onde vieram.
É esta a minha missão e nunca acabará."

Elizabeth Gilbert in "Comer Orar Amar"

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