segunda-feira, 1 de novembro de 2010

"Eu sou a filha da Terra e da Água,
e a lactente do Céu:
Atravesso os poros do oceano e das praias
e mudo, mas não posso morrer.
Pois quando, depois da chuva, sem uma nódoa,
o pavilhão do Céu está nu,
e os ventos e os raios de sol, com o seu brilho convexo,
constroem a abóbada azul do ar,
do meu próprio cenotáfio eu rio em silêncio
e, das cavernas da chuva,
como uma criança do ventre, como um fantasma da tumba,
eu ergo-me e desfaço-a novamente."

Percy Bysshe Shelley in "A Nuvem"

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