domingo, 20 de março de 2011

Li "Knulp" de Hermann Hesse e ...

Sinopse:
"Knulp narra três momentos da vida de Karl Eberhard Knulp, um homem alegre e conversador que, nas suas caminhadas por uma Alemanha rural, quase desconhecida, vive a transição para a vida adulta. Knulp é um poeta popular, um aprendiz que nunca chegou a estabelecer-se para exercer pacata e ordeiramente a profissão. Após o longo tempo em que se mantém à margem da chamada «vida normal», sempre em busca do sentido da amizade, do amor e da sua própria existência, é-lhe possibilitada uma compreensão mais íntima da natureza e do essencial, quando então contempla o passado e aquilo que poderia ter sido de si."


A minha opinião:
O romance, que assume a forma de três contos, centra-se na personagem de Knulp, um caminhante do mundo que continuamente vagueia e que recusa prender-se a qualquer espécie de lugar, trabalho ou pessoa.

Uma história encantadora sobre os sentimentos contraditórios de alegria e tristeza quando se é "boémio" na vida e de alma.

Enfim, mais uma "pequena obra-prima" de Hermann Hesse, imbuída de sabedoria e ensinamentos humanos.
"Cada pessoa tem a sua alma, que não pode ser confundida com nenhuma outra. Duas pessoas podem encontrar-se, podem conversar e ser bastante próximas, mas as suas almas são como flores, cada uma com raízes em lugares diferentes, e nenhuma delas pode ir ao encontro da outra, caso contrário teria de abandonar as suas raízes e isso é algo que não conseguem fazer. As flores emitem e trocam o seu aroma e as suas sementes, pois gostariam de ir ao encontro uma da outra, mas para que uma semente chegue ao lugar que lhe é destinado nada a flor pode fazer; responsável por isso é o vento, e esse chega e parte, vai e vem como e para onde ele quiser."

Hermann Hesse in "Knulp"