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sexta-feira, 14 de novembro de 2008

... e comentário ao que escrevi !

" Indo directamente para a radiografia do seu trabalho, pode dizer-se que está bem estruturado e que estabelece um dialogismo interessante com o hipotexto de Mário Ventura. No início dá conta, de modo abrupto da aparição do quadro natural (“O azul do céu ... azul bonito, daquele tom mar escuro com pitada de sal ! A adorná-lo umas pasmadas nuvens de couve-flor…”); depois, define uma segunda fase descritiva, onde o ponto de vista físico subitamente se abre (entre “Os agricultores, à medida que íam percorrendo os caminhos de cominhos…” e “…ao longe se avistava ser um campo virgem e selvagem, uma mancha escura, uma imagem sombria, mais não era que uma colorida e verdejante floresta de brócolos!”). Na terceira fase, surgem finalmente os actantes que se confrontam com a passagem cosmomórfica do tempo (num relato que quase escapa praticamente à tentação narrativa; veja-se: “aproveitavam o rumorejar do vento para fazerem chegar às batatas rochedo os mais doces dos segredos!”). "
Com toda a estima e amizade, Luís Carmelo.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

... e comentário ao que escrevi !

Paula:
" Li e, já agora, vi o seu texto (uma imagem é um texto). Considero inventivo e positivamente heterodoxo o processo que criou. Na sequência da minha leitura, pode dizer-se que o seu texto alimenta um discurso vivo, impressivo e que corresponde, portanto, à sensorialidade que é requerida por um texto de tipo descritivo.
Trata-se, pois, de um texto que dá ao leitor a possibilidade de viver o que está ausente da sua percepção e vivência próprias e que, para além disso, permite irradiar e criar a “impressão singularizante” de estar a ver e a fruir essa rica paisagem. "
Com toda a estima e amizade, Luís Carmelo !