sábado, 14 de agosto de 2010
Uma delícia de capa ... ;)
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Capas de livros
Fonte
- Nome que desaprendi ...
Diz-me apenas o teu nome.
Nada mais quero de ti.
Diz-me apenas se em teus olhos
Minhas lágrimas não vi,
Se era noite nos teus olhos,
Só por que passei por ti !
Depois, calaram-se os versos
- Versos que desaprendi ...
E nasceram outros versos
Que me afastaram de ti.
Meu amor, diz-me o teu nome.
Alumia o meu ouvido.
Diz-me apenas o teu nome,
Antes que eu rasgue estes versos,
Como quem rasga um vestido !"
Pedro Homem de Mello in "Grande, grande era a cidade"
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Poesia
domingo, 8 de agosto de 2010
Juventude
"Lembras-te quando ao fim do diaFelizes, ambos, íamos nadar
E em nossa boca a espuma persistia
Em dar ao Sol o nome do Luar ?
Tudo era fácil, melodioso e longo.
Aqui e além, um súbito ditongo
Ecoava em nós certa canção pagã ...
Contudo o azul do mar não tinha fundo
E o mundo continuava a ser o mundo
Banhado pela aragem da manhã ! ..."
Pedro Homem de Mello in "O Rapaz da Camisola Verde"
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Poesia
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Pecado
Caminheiro
Que passas tão corcovado !
Diz: qual foi o teu pecado ?
Diz: qual foi o teu castigo ?
Caminheiro !
Caminheiro
Que passas tão corcovado !
- Trago os meus lábios comigo !
Caminheiro !
Caminheiro
Que passas tão corcovado !
Diz: qual foi o teu pecado ?
Diz: qual foi o teu castigo ?
Caminheiro !
Caminheiro
Que passas tão corcovado !
- Trago os meus olhos comigo.
Caminheiro !
Caminheiro
Que passas tão corcovado !
Diz: qual foi o teu pecado ?
Diz: qual foi o teu castigo ?
Caminheiro !
Caminheiro
Que passas tão corcovado !
- Trago a minha alma comigo ..."
Pedro Homem de Mello in "Pecado"
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Poesia
terça-feira, 27 de julho de 2010
Sopro
O riso do vento
Mas na tua graça
Não há pensamento.
Porém, sem teu riso,
Que seria a graça
Do meu pensamento ?
Pedro Homem de Mello in "Jardins Suspensos 1937"
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Poesia
sábado, 17 de julho de 2010
Cisne
"Amei-te ? Sim. Doidamente !Amei-te com esse amor
Que traz vida e foi doente ...
À beira de ti, as horas
Não eram horas: paravam.
E, longe de ti, o tempo
Era tempo, infelizmente ...
Ai ! esse amor que traz vida,
Cor, saúde ... e foi doente !
Porém, voltavas e, então,
Os cardos davam camélias,
Os alecrins, açucenas,
As aves, brancos lilases,
E as ruas, todas morenas,
Eram tapetes de flores
Onde havia musgo, apenas ...
E, enquanto subia a Lua,
Nas asas do vento brando,
O meu sangue ia passando
Da minha mão para a tua !
Por que te amei ?
- Ninguém sabe
A causa daquele amor
Que traz vida e foi doente.
Talvez viesse da terra,
Quando a terra lembra a carne.
Talvez viesse da carne
Quando a carne lembra a alma !
Talvez viesse da noite
Quando a noite lembra o dia.
- Talvez viesse de mim.
E da minha poesia ..."
Pedro Homem de Mello in "Adeus - 1951"
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Poesia
sábado, 10 de julho de 2010
Experimente o novo
"Há um ditado que diz: «Quando se faz sempre o que se fez, ter-se-à sempre o que sempre se teve.» Mudanças demandam mudanças e exigem de nós novas formas de pensar, novas aprendizagens. Mudar um padrão de comportamento não é uma coisa simples, é preciso deixar hábitos antigos, já adquiridos, e passar a adoptar novos comportamentos. E isso, por vezes, provoca um certo medo.Pense no trapezista e no trapézio. Ele quer alcançar o segundo trapézio, mas só pode fazer isso quando larga o primeiro. Quando larga o primeiro, fica no ar durante um instante e esse momento no espaço parece durar uma eternidade. Definitivamente, o trapezista não consegue alcançar o segundo trapézio enquanto não largar o primeiro.
A aprendizagem acontece no momento em que você está solto no espaço. É preciso esquecer as antigas atitudes, as velhas formas de fazer as coisas, independentemente de elas serem confortáveis e familiares.
A maioria de nós faz o que sempre fez, devido à atracção, à sedução do que já nos é conhecido."
Alexandre Rangel in "O que podemos aprender com os gansos"
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Excertos
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Nunca deve desistir das suas ideias
"Conta a lenda que um príncipe ia ser coroado imperador, mas, de acordo com a lei, deveria casar-se. Sabendo disso, ele lançou o seguinte desafio ao grupo de jovens do seu reino que se lhe havia apresentado:- Darei a cada uma de vós uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me apresentar a mais bela flor será a minha esposa.
O tempo passou e uma das jovens, a mais humilde delas, apesar de não ter muita habilidade para as artes da jardinagem, cuidava da sua sementinha com muita paciência e ternura, pois sabia que, se a beleza da flor surgisse na mesma extensão do seu amor, não precisaria de se preocupar com o resultado.
Passaram-se três meses e nada germinou. Passaram-se os seis meses e ela nada havia conseguido, a semente não germinou. Porém, consciente do seu esforço e dedicação, compareceu no palácio, na data e hora marcadas. E lá estava a jovem, com o seu vaso de flores vazio, junto de todas as outras pretendentes, cada qual com uma flor mais bela do que a outra.
O príncipe observou cada uma das pretendentes, com muito cuidado e atenção, e anunciou que a jovem que trazia o vaso vazio era a escolhida. Seria ela a sua futura esposa. Ninguém compreendeu porque tinha ele preferido, justamente, a jovem que nada havia trazido ! Então, calmamente, esclareceu:
- Esta foi a única que trouxe a flor que a tornou digna de se tornar imperatriz, a flor da honestidade, pois todas as sementes que entreguei eram estéreis.
Nunca deve desistir das suas ideias. Acredite nelas e trabalhe."
Alexandre Rangel in "O que podemos aprender com os gansos"
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Excertos
domingo, 20 de junho de 2010
Li "Humilhados e Ofendidos" de Fiódor Dostoiévski e ...
Dostoiévski ... há quem diga que é um autor difícil, negro, deprimente. Não deixo de concordar com o difícil, mas numa perspectiva de desafio para o leitor.E à medida que vou lendo a sua obra, cada vez mais torna-se para mim um escritor de referência !
"Humilhados e Ofendidos" é um retrato contundente e profundo da vida nas grandes cidades.
Descreve uma sociedade na qual tanto os pobres e fracassados, como as pessoas comuns, continuamente humilhados pelos poderosos seguem, tentando preservar o que podem de sua humanidade, revelando assim as facetas mais nobres do ser humano.
Dotado de uma narrativa ágil e envolto numa atmosfera de grande tensão psicológica, ilustra os limites do amor e da compaixão, bem como a realidade social e os respectivos jogos de interesse.
Enfim, mais um romance de emoções fortes ... típico de Fiódor Dostoiévski ! ;)
( 23º livro lido em 2010 ... 4389 páginas lidas )
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Opiniões de Leitura
quarta-feira, 26 de maio de 2010
- Como ?
- É aquela história clássica do miúdo que saiu de casa para ir estudar com um grande mestre. Quando conheceu o velho sábio, a primeira pergunta que lhe fez foi: «Quanto tempo vou demorar a ficar tão sábio como tu?» A resposta não se fez esperar: «Cinco anos». «É muito tempo», retorquiu o miúdo. «E se eu trabalhar com o dobro do afinco?», disse. «Nesse caso, demorarás dez anos», respondeu o mestre. «Dez?! É muito tempo. E se eu estudar dia e noite, todos os dias e todas as noites?», disse. «Quinze anos», respondeu o sábio. «Não compreendo», disse o miúdo. «Sempre que prometo dedicar mais energia ao meu objectivo, dizes-me que vou demorar ainda mais tempo a atingi-lo. Porquê?» Disse o sábio: «A resposta é simples. Com um olho fixo no destino, sobra-te apenas um olho para te guiar ao longo da viagem.»
Robin S. Sharma in "O monge que vendeu o seu Ferrari"
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Excertos
domingo, 25 de abril de 2010
Lar é onde se encontra a luz acesa quando se chega tarde.
Lar é onde os pequenos ruídos nos confortam: um estalar de madeiras, um ranger de degraus, um sussurrar de cortinas.
Lar é onde não se discute a posição dos quadros, como se eles ali estivessem desde o princípio dos tempos.
Lar é onde a ponta desfiada do tapete, a mancha de humidade no tecto, o pequeno defeito no caixilho, são imutáveis como uma assinatura conhecida.
Lar é onde os objectos têm vida própria e as paredes nos contam histórias.
Lar é onde cheira a bolos, a canela, a caramelo.
Lar é onde nos amam."
Rosa Lobato de Faria in "O Sétimo Véu"
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Excertos
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Vai-te embora, ó chuva !!!
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Desabafos ...
Os Livros e ... os cães ! ;)
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Livros e Animais
terça-feira, 6 de abril de 2010
"Ela nunca compreendeu que o amor tem muito a ver com a necessidade de afirmação, e que não há amor sem reconhecimento. O segredo da duração do amor talvez consista nesse sentimento de gratidão, que aparece por motivos completamente distintos: o amor é um sentimento involuntário, irracional, cuja natureza não se associa à compreensão. Quando se fala em compreensão no amor, significa que uma das partes é dependente da outra. Mas nenhum de nós tem o direito de esperar do outro o que quer que seja."Baptista-Bastos in "No Interior da tua Ausência"
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Excertos
quinta-feira, 1 de abril de 2010
"Há alturas na vida em que temos de voar. Não se sabe como nasce esse impulso; porém, sentimos que esse impulso nasce e temos de responder a esse impulso. Se não seguimos esse impulso vamos ficar marcados para toda a vida, faço-me entender ? ; o remorso e a sensação de culpa persegue-nos, um pesadelo que nos não abandonará. E vai sempre parecer-nos que as outras pessoas, todas as outras pessoas, nos vigiam, nos culpam, nos condenam. Esse impulso pode determinar a nossa vida. E esse impulso só acontece uma vez, e é quase imperceptível. Mas pode haver um mecanismo estranho que nos cega, nos insensibiliza nesse momento, e nós não entendemos os sinais do impulso."Baptista-Bastos in "No Interior Da Tua Ausência"
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Excertos
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