quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Feliz Natal 2010 !
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Natal
sábado, 11 de dezembro de 2010
"Os leitores podem ser divididos em três classes: o superficial, o ignorante e o erudito. Quanto a mim, adapto a minha pena com muita felicidade em prol do génio e das vantagens de cada um. O leitor superficial será curiosamente levado a gargalhar, o que limpa o peito e os pulmões, combate o mau humor e é o mais inocente dos diuréticos. O leitor ignorante ( cuja diferença do primeiro é extremamente subtil ) vai-se descobrir inclinado a olhar fixamente, o que é um remédio admirável para os olhos cansados, serve para elevar e avivar o espírito, e ajuda de maneira maravilhosa na transpiração. Mas o leitor verdadeiramente erudito, aquele para cujo benefício permaneço acordado enquanto os outros dormem, e adormeço quando eles acordam, encontrará aqui material suficiente para exercitar as suas faculdades especulativas para o resto da vida."Jonathan Swift ( 1702 )
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Pensamentos
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
"Era uma vez um rei que, quando era príncipe, queria apenas ser poeta. Gostava das palavras, de brincar com elas, de procurar os seus sons e os seus sentidos e de fazer delas naus capazes de o transportar a lugares onde ainda ninguém conseguira chegar.Em vez de coleccionar objectos, Dinis gostava de coleccionar palavras, de as arrumar como quem arruma as coisas belas que o coração escolheu. Uns dias usava umas, porque estava triste, noutros usava palavras diferentes, porque eram as que melhor se davam com a alegria que lhe ia na alma. Nesse tempo, muito antes de se tornar rei, se alguém lhe perguntasse o que queria ser quando chegasse à idade adulta, ele responderia: «Quero ser poeta»."
José Jorge Letria in "Era uma vez um Rei Poeta"
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Excertos
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Verão, Outono
morria por ele. Eu fechava os olhos e o nome pedia-me a luz,
a manhã, a música. Antigamente eu imaginava a delicadeza,
as florestas, os bosques reduzidos ao silêncio pelos subterrâneos
da tarde, e ser tocado no rosto era ser ferido por uma imensa
beleza, pelos olhos da planície, como um animal adormecido,
como um lugar onde deitar a cabeça e adormecer sonhando
com o deserto. No deserto eu estava a salvo, caminhando nos
declives e havia palavras imensas, palavras como o trigo e o mar
e as raízes e os relâmpagos e um rosto e os campos do Outono
e isso era como ficar cego no meio da luz estremecendo entre
as poeiras, as cores da manhã, as veredas dos bosques. E eu olho
fixamente esse rosto de fogo, toco uma vez essas mãos, amo
demoradamente a distância, comovo-me perdido na sua
voz, enquanto passa no mundo uma estranha ventania."
Francisco José Viegas in "O Puro e o Impuro"
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Poesia
sábado, 20 de novembro de 2010
"Jung associa o inconsciente à alma, pelo que quando nos esforçamos por viver uma vida perfeitamente consciente num mundo intelectualmente previsível, resguardado de todos os mistérios e acomodado à conformidade, desperdiçamos as oportunidades que a vida diária nos oferece para ter uma vida plena e intensa. O intelecto quer conhecer; a alma gosta de ser surpreendida. O intelecto, cujo olhar está dirigido para o exterior, deseja ser iluminado e sentir o prazer de um entusiasmo intenso. A alma, constantemente virada para dentro, busca a contemplação e a experiência mais imaterial e mais misteriosa do mundo inferior.( ... )
O intelecto deseja um significado sumário - muito adequado à natureza pragmática do espírito. A alma, no entanto, anseia por uma reflexão profunda, por muitos níveis de sentido, cambiantes infinitos, referências e alusões e prefigurações.
( ... )
É frequente o intelecto exigir provas de que se encontra em terreno firme. O pensamento da alma encontra as suas raízes de um modo diferente. Agrada-lhe a persuasão, a subtileza de análise, uma lógica interna e a elegância. Gosta do género de discussão que nunca é dada por concluída, que termina com o desejo de prolongar o diálogo ou a leitura. Sente-se satisfeito com a incerteza e a dúvida e, especialmente em assuntos de natureza ética, escrutina, questiona e continua a reflectir mesmo depois de as decisões terem sido tomadas."
Thomas Moore in "O Sentido da Alma"
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Excertos
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
"O narcisismo é um estado em que uma pessoa não gosta de si própria. Este insucesso amoroso prevalece na forma do seu oposto, dado que o indivíduo se esforça por conquistar a auto-aceitação. O complexo revela-se através de um esforço e de uma sobrevalorização demasiado óbvios. É evidente para todos que o amor narcisista é superficial. Sabemos, instintivamente, que alguém que fala constantemente de si próprio não deverá possuir grande auto-estima.( ... )
O segredo para a cura do narcisismo não reside, de modo nenhum, na sua cura mas sim em permanecer atento a ele e em escutá-lo. O narcisismo é um indício de que a alma não está a receber amor suficiente. Quanto maior é o grau de narcisismo menor é a intensidade de amor que está a ser dispensado."
Thomas Moore in "O Sentido da Alma"
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Excertos
domingo, 7 de novembro de 2010
"Porque não acrediteis que eu escrevo para publicar, nem para escrever nem para fazer arte, mesmo. Escrevo, porque esse é o fim, o requinte supremo, o requinte temperamentalmente ilógico, ( ... ) da minha cultura de estados de alma. Se pego numa sensação minha e a desfio até poder com ela tecer-lhe a realidade interior a que eu chamo ou A Floresta do Alheamento, ou a Viagem Nunca Feita, acreditai que o faço não para que a prosa soe lúcida e trémula, ou mesmo para que eu goze com a prosa - ainda que mais isso quero, mais esse requinte final ajunto, como um cair belo de pano sobre os meus cenários sonhados - mas para que dê completa exterioridade ao que é interior, para me assim realize o irrealizável, conjugue o contraditório e, tornando o sonho exterior, lhe dê o seu máximo poder de puro sonho, estagnador de vida que sou, burilador de inexactidões, pajem doente da minha alma Rainha, lendo-lhe ao crepúsculo não os poemas que estão no livro, aberto sobre os meus joelhos, da minha Vida, mas os poemas que vou construindo e fingindo que leio, e ele fingindo que ouve, enquanto a Tarde, lá fora não sei como ou onde, dulcifica sobre esta metáfora erguida dentro de mim em Realidade Absoluta a luz ténue e última dum misterioso dia espiritual."Fernando Pessoa in "Livro do Desassossego"
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Excertos
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
"Às vezes quando, abatido e humilde, a própria força de sonhar se me desfolha e se me seca, e o meu único sonho só pode ser o pensar nos meus sonhos, folheio-os então, como a um livro que se folheia e se torna a folhear sem ter mais que palavras inevitáveis. É então que me interrogo sobre quem tu és, figura que atravessas todas as minhas visões demoradas de paisagens/outras/, e de interiores antigos e de cerimoniais faustosos de silêncio. Em todos os meus sonhos ou apareces, sonho, ou, realidade falsa, me acompanhas. Visito contigo regiões que são talvez sonhos teus, terras que são talvez corpos teus de ausência e desumanidade, o teu corpo essencial descontornado para planície calma e monte de perfil frio em jardim de palácio oculto. Talvez eu não tenha outro sonho senão tu, talvez seja nos teus olhos, encostando a minha face à tua, que eu lerei essas paisagens impossíveis, esses tédios falsos, esses sentimentos que habitam a sombra dos meus cansaços e as grutas dos meus desassossegos. Quem sabe se as paisagens dos meus sonhos não são o meu modo de não te sonhar ? Eu não sei quem tu és, mas sei ao certo o que sou ? Sei eu o que é sonhar para que saiba o que vale o chamar-te o meu sonho ? Sei eu se não és uma parte, quem sabe se a parte essencial e real, de mim ? E sei eu se não sou eu o sonho e tu a realidade, eu um sonho teu e não tu um sonho que eu sonhe ?Que espécie de vida tens ? Que modo de ver é o modo como te vejo ? Teu perfil ? Nunca é o mesmo, mas não muda nunca. E eu digo isto porque o sei, ainda que não saiba que o sei. Teu corpo ? Nu é o mesmo que vestido, sentado está na mesma atitude do que quando deitado ou de pé. Que significa isto, que não significa nada ?
Fernando Pessoa in "Livro do Desassossego"
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segunda-feira, 1 de novembro de 2010
e a lactente do Céu:
Atravesso os poros do oceano e das praias
e mudo, mas não posso morrer.
Pois quando, depois da chuva, sem uma nódoa,
o pavilhão do Céu está nu,
e os ventos e os raios de sol, com o seu brilho convexo,
constroem a abóbada azul do ar,
do meu próprio cenotáfio eu rio em silêncio
e, das cavernas da chuva,
como uma criança do ventre, como um fantasma da tumba,
eu ergo-me e desfaço-a novamente."
Percy Bysshe Shelley in "A Nuvem"
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Poesia
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
"Há uma erudição do conhecimento, que é propriamente o que se chama erudição, e há uma erudição do entendimento, que é o que se chama cultura. Mas há também uma erudição da sensibilidade.A erudição da sensibilidade nada tem que ver com a experiência da vida. A experiência da vida nada ensina, como a história nada informa. A verdadeira experiência consiste em restringir o contacto com a realidade e aumentar a análise desse contacto. Assim a sensibilidade se alarga e aprofunda, porque em nós está tudo; basta que o procuremos e o saibamos procurar."
Fernando Pessoa in "Livro do Desassossego"
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Excertos
terça-feira, 26 de outubro de 2010
"O despertar de uma cidade, seja entre névoa ou de outro modo, é sempre para mim uma coisa mais enternecedora do que o raiar da aurora sobre os campos. Renasce muito mais, há muito mais que esperar, quando, em vez de só dourar, primeiro de luz obscura, depois de luz húmida, mais tarde de ouro luminoso, as relvas, os relevos dos arbustos, as palmas das mãos das folhas, o sol multiplica os seus possíveis efeitos nas janelas, nos muros, nos telhados, - ( ... ) - quando manhã ( ... ) a tantas realidades diversas. Uma aurora no campo faz-me bem; uma aurora na cidade bem e mal, e por isso me faz mais que bem. Sim, porque a esperança / maior / que me traz tem, como todas as esperanças, aquele travo longínquo e saudoso de não ser realidade. A manhã do campo existe; a manhã da cidade promete. Uma faz viver; a outra faz pensar. E eu hei-de sempre de sentir, como os grandes malditos, que mais vale pensar que viver."Fernando Pessoa in "Livro do Desassossego"
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Excertos
domingo, 24 de outubro de 2010
"Durei horas incógnitas, momentos sucessivos sem relação, no passeio em que fui, de noite, à beira sozinha do mar. Todos os pensamentos, que têm feito viver homens, todas as emoções, que os homens têm deixado de viver, passaram por minha mente, como um resumo escuro da história, nessa minha meditação andada à beira-mar.Sofri em mim, comigo, as aspirações de todas as eras, e comigo passearam, à beira ouvida do mar, os desassossegos de todos os tempos.
( ... )
Somos quem não somos, e a vida é pronta e triste. O som das ondas à noite é um som da noite; e quantos o ouviram na própria alma , como a esperança constante que se desfaz no escuro com um som surdo de espuma funda ! Que lágrimas choraram os que obtiveram, que lágrimas perderam os que conseguiram ! E tudo isto, no passeio à beira-mar, se me tornou o segredo da noite e a confidência do abismo. Quantos somos ! Quantos nos enganamos ! Que mares soam em nós, na noite de sermos, pelas praias que nos sentimos nos alagamentos da emoção !"
Fernando Pessoa in "Livro do Desassossego"
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Excertos
domingo, 17 de outubro de 2010
Li "Comer Orar Amar" de Elizabeth Gilbert e ...
"Aos trinta anos, Elizabeth Gilbert tinha um marido, uma casa de campo, uma carreira de sucesso - tudo aquilo que uma mulher pode desejar. Ou talvez não ...
Decide deixar tudo para trás e, depois de uma arrasadora crise existencial e de um divórcio difícil, parte à aventura.
Dividida entre o desejo de prazeres mundanos e a aspiração a uma transcendência divina, experimenta as delícias da dolce vita em Itália e o rigor ascético na Índia.
Na Indonésia, procura a equilíbrio e encontra o amor.
O relato desses doze meses de viagem constitui um mosaico de emoções e experiências culturais, recheado de personagens envolventes, descrições vívidas e histórias apaixonantes."
A minha opinião:
O livro consiste nas memórias da autora que viajou por 3 países - Itália, Índia e Indonésia - por um ano para tentar se reencontrar, reestabelecer-se e renovar-se como pessoa.
Decidiu rumar a Itália para sentir prazer através da comida e para aprender italiano, idioma pelo qual sempre se sentiu atraída.
Na Índia concentrou-se na sua espiritualidade, praticando meditação e procurando um auto-conhecimento mais profundo.
Em Bali, na Indonésia, conseguiu equilibrar o prazer sensual e a transcendência divina, tendo encontrado o verdadeiro amor.
Nesta demanda espiritual de Elizabeth Gilbert ( e neste ponto identifico-me imenso com ela ), a própria define-se como uma pessoa na fronteira de dois mundos, e passa de uma forma muito clara a mensagem duma possibilidade real, a de conciliar o melhor dos dois enquanto mergulhados na viagem ao interior de nós mesmos.
Na obra, conseguimos vislumbrar claramente que o fio condutor da narrativa baseia-se na Regra da Física da Procura.
Esta consiste no facto de que, se formos corajosos o suficiente para deixarmos para trás tudo o que nos é familiar e reconfortante ( que pode ser algo como a nossa casa a um velho e amargo ressentimento ) e partirmos numa viagem em busca da verdade, se estivermos sinceramente dispostos a ver tudo o que nos vai acontecer durante essa viagem como um ensinamento, e se aceitarmos cada um que encontrarmos durante a mesma como um mestre, e se estivermos acima de tudo preparados para encarar e perdoar algumas realidades desagradáveis a nosso respeito, então a verdade não nos será ocultada.
Enfim, na minha opinião, aquelas pessoas que procuram entender a vida, entenderem-se a si próprias, reflectirem sobre a existência e vivem numa profunda busca espiritual, identificar-se-ão profundamente com este livro, como foi o meu caso ! ;)
( 43º livro lido em 2010 ... 9081 páginas lidas )
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Opiniões de Leitura
sábado, 16 de outubro de 2010
"Releio passivamente, recebendo o que sinto como uma inspiração e um livramento, aquelas frases simples de Caeiro, na referência natural do que resulta do pequeno tamanho da sua aldeia. Dali, diz ele, porque é pequena, pode ver-se mais do mundo do que da cidade; e por isso a aldeia é maior que a cidade ...«Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura.»
Frases como estas, que parecem crescer sem vontade que as houvesse dito, limpam-me de toda a metafísica que espontaneamente acrescento à vida. Depois de as ler, chego à minha janela sobre a rua estreita, olho o grande céu e os muitos astros, e sou livre com um esplendor alado cuja vibração me estremece no corpo todo.
«Sou do tamanho do que vejo!» Cada vez que penso esta frase com toda a atenção dos meus nervos, ela me parece mais destinada a reconstruir consteladamente o universo. «Sou do tamanho do que vejo!» Que grande posse mental vai desde o poço das emoções profundas até as altas estrelas que se reflectem nele, e, assim, em certo modo, ali estão.
E já agora, consciente de saber ver, olho a vasta metafísica objectiva dos céus todos com uma segurança que me dá vontade de morrer cantando. «Sou do tamanho do que vejo!» E o vago luar, inteiramente meu, começa a estragar de vago o azul meio-negro do horizonte.
Tenho vontade de erguer os braços e gritar coisas de uma selvajaria ignorada, de dizer palavras aos mistérios altos, de afirmar uma nova personalidade larga aos grandes espaços da matéria vazia.
Mas recolho-me e abrando. «Sou do tamanho do que vejo!» E a frase fica-me sendo a alma inteira, encosto a ela todas as emoções que sinto, e sobre mim, por dentro, como sobre a cidade por fora, cai a paz indecifrável do luar duro que começa largo com o anoitecer."
Fernando Pessoa in "Livro do Desassossego"
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Excertos
terça-feira, 5 de outubro de 2010
"O porto da minha mente é uma baía aberta, o único acesso à ilha do meu eu ( que é uma ilha jovem e vulcânica, mas fértil e promissora ). Esta ilha já passou por algumas guerras, é verdade, mas está agora empenhada na paz sob o governo de um novo líder ( eu ) que instituiu novas políticas para proteger o lugar. E agora - vamos propagar isto aos sete mares - há leis muito, mas mesmo muito mais rigorosas sobre quem pode entrar nesse porto. Ele não voltará a albergar pessoas com pensamentos maus e abusivos, navios de pensamentos com peste, navios de pensamentos escravos, navios de pensamentos em guerra. Todos eles verão recusada a sua entrada. Da mesma forma, quaisquer pensamentos que estejam cheios de exilados furiosos ou famintos, de descontentes e planfetários, amotinados e assassinos violentos, prostitutas desesperadas, proxenetas e clandestinos sediciosos verão igualmente recusada a sua entrada. O mesmo se aplica aos pensamentos canibais, por razões óbvias. Até mesmo os missionários serão cuidadosamente revistados em busca de sinceridade. Este é um porto pacífico, a entrada para uma linda e orgulhosa ilha que está agora a começar a cultivar a tranquilidade. Se conseguirem viver de acordo com estas novas leis, meus queridos pensamentos, então serão bem-vindos à minha mente. Caso contrário, enviar-vos-ei a todos de volta ao mar de onde vieram.É esta a minha missão e nunca acabará."
Elizabeth Gilbert in "Comer Orar Amar"
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