terça-feira, 15 de março de 2011
Making Books is 40s
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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Amazing Book Carvings
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Book Carvings
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Gotinhas de Orvalho
Ao amanhecer
São sininhos d'água
Que eu gosto de ver
Que eu gosto de ver
De os ouvir tocar
Ao amanhecer
Mesmo ao acordar
-"É bom vir à terra
Para a refrescar ..."
- dizem as gotinhas
Mesmo sem falar
E eu só de as ouvir
Ponho-me a dançar ...
Molho os pés na erva
Mas sem me importar"
Luísa Barreto in "Pelo caminho das fadas"
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Poesia
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Canção de Inverno
Nunca uma noite tão longa se viu ...
Tudo se cala, a porta se cerra ...
Ninguém mais fala do que a noite encerra ...
As flores murcharam
Aves emigraram
E tudo dorme à face da Terra ...
E é então
Que debaixo do chão
Entre as raízes e a confusão
Algo desperta
Há gnomos alerta
Iluminando toda a escuridão
E devagar
E pé ante pé
Descem os gnomos
Pela chaminé
E sem ruído
Falam ao ouvido
Quando dormimos
Sem nos acordar
E contam histórias
Que fazem sonhar
Nos sonhos entram
Ficam a brilhar
Dão-nos presentes
Sonhos transparentes
Sonhos de luz
Para nos guiar ...
Chegou a altura
de irmos à procura
de uma outra luz que ilumine mais fundo ...
E brilha enfim
um Sol dentro de mim
O mesmo Sol que ilumina o mundo ..."
Luísa Barreto in "Pelo caminho das fadas"
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Poesia
domingo, 30 de janeiro de 2011
Floresta viva
saudades do vento,
já tinha saudades do seu murmurar ...
da dança das ervas,
das hastes fininhas
que vergam, em ondas,
... do seu balançar ...
Na floresta viva
de novo me sento
o corpo parado,
a alma a dançar ...
De novo me falam
as folhas douradas
que brilham, rebrilham,
estão sempre a brilhar ...
De novo o chão verde
me encanta e descansa
de novo aqui estou,
quieta, a olhar ...
Ah! De novo, de novo
a alma se alarga
num espaço infinito
no Teu respirar ...
A floresta viva,
num sopro de vento,
entrou por mim dentro,
ensinou-me a Amar ..."
Luísa Barreto in "Pelo caminho das fadas"
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Poesia
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
A barca das fadas
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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Ninfas pelo rio
É que está chegando a hora
De haver ninfas pelo rio
Descem em nuvens douradas
Vêem-se em águas espelhadas
Mas nunca ninguém as viu
E já o sol está a ir !
Já as ninfas vão fugir ...
Já a magia sumiu ..."
Luísa Barreto in "Pelo caminho das fadas"
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Poesia
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Pelo caminho das fadas
"Pelas mesmas estradasPor onde eu caminho
Vão bailando fadas
Dizendo baixinho:
-«Se nos deres a mão
Se nos procurares
Abre-se o portão
P'ra tudo o que amares
Segredos da Terra
Irás escutar
Em Encantos d'Água
Irás mergulhar
E verás que as águas
serão libertadas
Desfazem-se as mágoas
Pelo ar espalhadas
Leveza do Ar
Apelos das Plantas
Fadas a chamar
E sem querer já cantas
Pois no ar há luz
E na luz calor
Feitiços de Fogo
E fogo de amor ...
E no fogo há morte
Está perdido o norte
Há distância e frio
Cristalização ...
Mas Algo mais forte,
Quase como um corte,
Que sempre existiu
É Transformação ...
Então devagar,
Talvez possas ver
Anjos a chegar
Anjos a poisar
Na Terra a viver»
A tudo isto as fadas
Te vão conduzir
Se p'lo seu caminho
Tu quiseres seguir."
Luísa Barreto in "Pelo caminho das fadas"
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Poesia
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Drink me, Eat me, Read me
About books ... about emotions ... about imagination ... about Wonderland !
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
"Tenho um estranho desejo das coisas grandes, simples e primevas, tal como o Mar, para mim não menos maternal do que a Terra. Parece-me que todos olhamos demasiado para a natureza e vivemos muito pouco com ela. Vislumbro grande sanidade na atitude grega. Nunca falavam do pôr-do-sol, nem discutiam se as sombras na relva eram, ou não, de facto, cor de malva. Mas percebiam que o mar era para aquele que nada, e a areia para os pés do corredor. Amavam as árvores pela sombra que lançavam, e a floresta pelo seu silêncio, à noite. O tratador da vinha embrulhava os cabelos em folhas de hera, para que afastassem os raios do sol, quando este parava sobre os rebentos, e, para o artista e o atleta, os dois tipos que a Grécia nos transmitiu, entrançavam em grinaldas as folhas do amargo louro e da salsa selvagem que, de outra maneira, não teriam tido utilidade para o homem.Chamamos a nós próprios uma idade utilitária, e não conhecemos a utilidade das coisas. Esquecemo-nos de que a Água pode limpar e o Fogo purificar, e que a Terra é mãe de todos nós. Como consequência, a nossa Arte é da Lua e brinca com as sombras, enquanto a arte grega é do Sol e lida directamente com as coisas. Tenho a certeza de que há purificação nas forças elementais, e quero voltar a elas e viver na sua presença."
Oscar Wilde in "De Profundis"
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Excertos
sábado, 1 de janeiro de 2011
Os 10 melhores livros de 2010 !
2010 ... 64 livros num total de 12.373 páginas lidas !Desafio para 2011 ... 70 livros !
E os 10 livros que mais gostei de ler em 2010 foram:
- "A conquista da felicidade" de Bertrand Russell
- "Balada de amor ao vento" de Paulina Chiziane
- "Comer Orar Amar" de Elizabeth Gilbert
- "Conversas com Deus" de Neale Donald Walsch
- "Humilhados e Ofendidos" de Fiódor Dostoiévski
- "Livro do Desassossego" de Fernando Pessoa
- "No interior da tua ausência" de Baptista-Bastos
- "O monge que vendeu o seu Ferrari" de Robin S. Sharma
- "Os linhos da Avó" de Rosa Lobato de Faria
- "Os Vagabundos do Dharma" de Jack Kerouac
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Balanços
domingo, 26 de dezembro de 2010
"Existem dois modos distintos de ler os autores: um deles é muito bom e útil, o outro, inútil e até mesmo perigoso. É muito útil ler quando se medita sobre o que é lido; quando se procura, pelo esforço da mente, resolver as questões que os títulos dos capítulos propõem, mesmo antes de se começar a lê-los; quando se ordenam e compararam as ideias umas com as outras; em suma, quando se usa a razão. Ao contrário, é inútil ler quando não entendemos o que lemos, e perigoso ler e formar conceitos daquilo que lemos quando não examinamos suficientemente o que foi lido para julgar com cuidado, sobretudo se temos memória bastante para reter os conceitos firmados e imprudência bastante para concordar com eles. O primeiro modo de ler ilumina e fortifica a mente, aumentando o seu entendimento. O segundo diminui o entendimento e gradualmente torna-o fraco, obscuro e confuso. Acontece que a maior parte daqueles que se vangloriam de conhecer as opiniões dos outros estuda apenas do segundo modo. Quanto mais lêem, portanto, mais fracas e mais confusas se tornam as suas mentes."Malebranche (1674)
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Excertos
sábado, 25 de dezembro de 2010
Uma sugestão de leitura ...
E como todos os lugares mágicos, está repleto de histórias fantásticas !
Seres misteriosos habitam as suas profundezas, deixando correr na voz do vento o murmúrio da sua existência ...
Feitos valorosos tiveram lugar nestes montes: Os Montes da Lua !
Mouras encantadas ainda choram na escuridão dos seus bosques, esperando a vinda de belos cavaleiros para as salvarem das suas masmorras ... Dragões e Fadas protegem as suas terras, em lutas intermináveis contra Demónios das Trevas ...
Criaturas fantásticas como as Nereides, são aqui transformadas em Ninfas, para habitar o mundo mágico dos Montes da Lua e, nos contarem as suas histórias.
"Sintra Mágica" de Vera Cardoso Chumbinho
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Sugestões de Leitura
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Feliz Natal 2010 !
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Natal
sábado, 11 de dezembro de 2010
"Os leitores podem ser divididos em três classes: o superficial, o ignorante e o erudito. Quanto a mim, adapto a minha pena com muita felicidade em prol do génio e das vantagens de cada um. O leitor superficial será curiosamente levado a gargalhar, o que limpa o peito e os pulmões, combate o mau humor e é o mais inocente dos diuréticos. O leitor ignorante ( cuja diferença do primeiro é extremamente subtil ) vai-se descobrir inclinado a olhar fixamente, o que é um remédio admirável para os olhos cansados, serve para elevar e avivar o espírito, e ajuda de maneira maravilhosa na transpiração. Mas o leitor verdadeiramente erudito, aquele para cujo benefício permaneço acordado enquanto os outros dormem, e adormeço quando eles acordam, encontrará aqui material suficiente para exercitar as suas faculdades especulativas para o resto da vida."Jonathan Swift ( 1702 )
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